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Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

Blog do Editor


 

Magnho José - 8/2/2010


Punta del Este recebe cerca de E.U. $ 8 milhões em apostas por dia

80% dos US$ 8 milhões por que se apostam noite nos três Cassinos de Punta del Este, passa pelo caixa do Conrad, de acordo com dados fornecidos pelos chefes das diferentes salas: Casinos del Estado, Mantra e Conrad.
O balneário tem 1,095 máquinas de caça-níqueis e cerca de 120 mesas de jogo Recebem apostadores que praticamente 24 horas durante a alta temporada. No horário de pico não Nogaró renovado-mantra, em Gorlero, é às 2 horas da madrugada. Por este sala passam umas 6 mil pessoas por noite e jogam UE cerca de 850.000 dólares, de acordo com dados oficiais.
No cassino do Conrad, que Emprega cerca de 2.000 pessoas foram apostados mais de UE $ 9 milhões nos 10 primeiros dias de 2010. A maioria dos clientes são mulheres. Já Mantra Hotel Casino, em La Barra, é o único onde uma roleta e jogos de mesa de blackjack, poker e bacará superam o interesse das máquinas de caça-níqueis.
De acordo com os Responsáveis pelas salas de jogo, argentinos e Uruguaios são minorias nestes dias, em comparação com os turistas de outras nacionalidades, que frequentam uma península para Desfrutar o verão uruguaio. (Com informações do Yogonet.com / El Pais - Uruguai)


Comento: evasão de divisas

Como 50% dos visitantes de Punta Del Leste são formados por brasileiros tese, em, podemos afirmar que UE $ 4 milhões por dia dos recursos apostados na alta temporada de verão dos Cassinos do Balneário vêm dos bolsos dos Tupiniquins.
Definitivamente, o mercado de jogos no Brasil é vítima da hipocrisia do poder público e dos políticos.


Jornalistas patrocinados

Pelo twitter, o presidente da Associação Brasileira de Loterias Estaduais (ABLE), Roberto Rabello denunciou no final do ano passado, jornalistas que existem brasileiros que são patrocinados pelos Cassinos da América do Sul para criticar os projetos de legalização dos jogos no Brasil.

Comentários "Existe, foram contratados jornalistas que, pelos cassinos do Uruguai, Argentina, Paraguai, para bombardear o projeto dos jogos no Brasil. Não queremos crer que isto seja verdade, pois sendo estão cometendo crime de Lesa Pátria, além de ajudar uma evasão de divisas. Está começando a temporada dos navios em nossa costa, com seus cassinos abertos levando nosso dinheiro. É uma hipocrisia da não legalização. Quem é contra o jogo legal, um entender que dar é a favor do jogo ilegal. Vamos legalizar ainda este ano , pois é esta a vontade do Brasil! ", comentou Rabello.

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Líder do PR, deputado Sandro Mabel defende pauta para o Projeto dos Bingos (Foto: Gilberto Nascimento/Agência Câmara)
Magnho José - 4/2/2010


PR tem uma lista de projetos para serem votados em 2010


Uma das prioridades do Líder do PR é o Projeto de Lei que regulamenta os bingos

 

Reconduzido à liderança do PR para o ano de 2010, o deputado Sandro Mabel (GO) acredita que, apesar de este ser um ano eleitoral, a Câmara poderá aprovar uma série de projetos em que o partido tem interesse. Dentre eles, consta inclusive a reforma tributária (PECs 233/08, 31/07 e outras), da qual Mabel é relator. Segundo afirma, há "um compromisso com todos os líderes” para acontecer a votação da matéria. Ele reconhece, porém, que o assunto é muito polêmico.

Agência Câmara - Quais são os projetos prioritários para o PR neste ano?

Sandro Mabel - Nós temos uma lista organizada por ordem de preferência do partido. Em primeiro lugar, está a reforma tributária, na qual nós, evidentemente, temos muito interesse, porque eu sou o relator. Depois, os projetos relacionados ao pré-sal; o PL 1176/95, que trata do Sistema Nacional de Viação; o PL 5186/05, que altera a Lei Pelé (9.615/98); a PEC dos Cartórios (471/05); o PL 2254/07, que regulamenta os bingos; e a PEC 308/04, que cria as polícias penitenciárias federal e estaduais.

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Foto: Agência Câmara
Magnho José - 4/2/2010


Sobre reunião dos líderes...


A reunião dos líderes partidários (foto) realizada nesta quarta-feira(3) na Câmara dos Deputados tratou apenas da pauta mínima para esta semana. Também ficou definido para tratar das pautas do Plenário serão semanais.

Segundo a Coluna apurou, a primeira reunião do ano foi tumultuada e não houve oportunidade para um pedido de pauta para o Projeto dos Bingos.


Comento

O signatário não tem expectativa que o Projeto dos Bingos seja apreciado durante o mês de fevereiro devido ao esvaziamento da Câmara na próxima semana e do feriado do Carnaval. As votações no Plenário só começarão efetivamente a partir do dia 22 de fevereiro.  

Durante este período, os representantes do setor estarão trabalhando junto aos novos líderes partidários para mostrar a importância em legalizar e regulamentar os bingos e videobingos no Brasil.

Em tempo: o processo está no início e o setor terá que refazer alguns caminhos já trilhados no final do ano passado.
Entendo que uma manifestação vai ajudar, mas tem que ser na hora certa para que o movimento não seja desperdiçado...

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Magnho José - 3/2/2010


Começaram os trabalhos...

 

Os representantes dos bingos, formada por dirigentes, ex-empresários, ex-empregados e simpatizantes de bingos, já atuam no Congresso Nacional desde a segunda-feira(1º).
Nesta terça-feira(2), os representantes compareceram as posses das novas lideranças partidárias para conversar com os parlamentares sobre o Projeto dos Bingos (na editoria Especial: “Maioria dos partidos já definiu os líderes para este ano”).  O objetivo foi reafirmar o compromisso dos líderes reeleitos e se apresentar para os novos líderes.

 

Reunião
Como resultado, os representantes tiveram a promessa de alguns líderes que a proposta de pauta para o Projeto dos Bingos seria apresentada na primeira reunião dos líderes, que está sendo realizada na manhã desta quarta-feira(3).

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Magnho José - 1/2/2010


Recebe a edição do BNL desta segunda-feira

 

A edição do BNL desta segunda-feira(1º) tem uma reportagem especial sobre as novas lideranças na Câmara dos Deputados e a situação do Projeto dos Bingos perante esta nova composição de poder da Casa.

Por questões estratégicas, decidimos não postar o texto no Blog, mas os leitores que desejarem recebe a edição do BNL desta segunda-feira, basta enviar nome completo e e-mail para: magocom@magocom.com.br, que enviaremos o Boletim.

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Cândido Vacarezza com Michel Temer
Magnho José - 29/1/2010


Lula troca líder do governo na Câmara

 

O presidente Lula decidiu nesta quarta-feira (27) nomear o atual líder do PT na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza, como líder do governo na Casa no lugar de Henrique Fontana (PT-RS).

Segundo o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais), a principal missão do novo líder será garantir a aprovação dos projetos do pré-sal. O governo quer que as propostas sejam aprovadas ainda no primeiro semestre.

Fontana vai trabalhar na candidatura do ministro Tarso Genro (Justiça) ao governo do Rio Grande do Sul.


Boa notícia para o setor de bingos

A nomeação do deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) como líder do governo na Câmara dos Deputados é uma boa notícia para o setor de bingos. Desde o ano passado que o parlamentar já vinha apoiando o Projeto dos Bingos e o setor espera continuar contando com a simpatia do deputado no novo cargo.


Projeto de lei

Inclusive, quando Vaccarezza foi deputado estadual (2001/2006) pelo estado de São Paulo, apresentou um projeto de lei (PL 971/2003).

Na justificativa, Cândido Vaccarezza definiu os motivos para que os bingos fosem legalizados. Confira:
“Regularização dos Bingos - Para o deputado Vaccarezza, a regularização da exploração do jogo do bingo vai gerar novos postos de trabalhos, receita tributária e segurança jurídica, além de combater a lavagem de dinheiro. Atualmente, centenas de casas funcionam irregularmente ou por meio de liminares. O projeto de lei 971/03 permite a exploração do jogo de bingo no Estado de São Paulo, mas medidas como a necessidade de autorização para início de funcionamento das casas de bingo, identificação do ganhador de prêmios superiores a 100 UFESP’s, fiscalização eletrônica oficial e demais restrições impostas pelo projeto visam prevenir possível envolvimentos com ações ilícitas”. Na justificativa, Cândido Vaccarezza definiu os motivos para que os bingos fosem legalizados. Confira:

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Magnho José - 27/1/2010


Sobre a reportagem do Gazeta do Povo (PR)

Cartas publicadas na edição desta quarta-feira(27), do jornal paranaense Gazeta do Povo sobre a legalização dos bingos pelo Congresso Nacional:

Bingos 1
Sou favorável à liberação de bingos e até de cassinos (Gazeta, 26/1). Desde criança se aprende que tudo que é proibido é melhor e mais gostoso. Sendo assim, como muitas pessoas não deixam de jogar em bingos ou em cassinos clandestinos só porque é proibido, qual é o motivo pelo qual não se criam empregos no Brasil em vez se criá-los nos locais em que o jogo é liberado? Para onde vão os nossos jogadores de maior poder aquisitivo? Para o Paraguai, o Uruguai e a Argentina, só para citar os exemplos mais próximos e mais fáceis de se chegar. Por outro lado, qual é o maior banqueiro de jogo no Brasil? Não é o próprio governo com a Mega-Sena, a Lotomania, a Quina, a Loteca, etc.?
Márcio Falabello

Bingos 2
Acho que deveriam legalizar os bingos, sim. Além de gerar muito emprego, ninguém vai arrastado jogar, vai porque gosta e porque quer. Eu mesmo acho legal por diversão, não ia sempre, geralmente frequentava quando viajava.
Simone Cataldo de Almeida

Bingos 3
O mercado de jogos no Brasil é vítima da hipocrisia de parte da imprensa e do poder público, que contaminam a sociedade. Os atores políticos em vez de ficarem onerando o trabalhador e o empresário brasileiros com impostos exorbitantes deveriam discutir com a sociedade a possibilidade de regulamentação desta atividade. Se o Estado estivesse controlando essas atividades, certamente bingos e caça-níqueis não seriam caso de polícia, mas sim significativa fonte de receita para investimentos sociais e importante instrumento de geração de empregos, como registrado nos países mais ricos do mundo onde o jogo é liberado e regulamentado pelo Estado.
Magno José Sousa

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(Foto: Giuliano Gomes/Gazeta do Povo)
Magnho José - 26/1/2010


Polícia fecha bingo e jornal faz enquete

A Polícia Civil do Paraná fechou nesta segunda-feira(25) um bingo clandestino no bairro Uberaba, em Curitiba. No local, havia 81 pessoas jogando: ho­­mens, mulheres e até adolescentes estavam presentes no mo­­mento em que os policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) chegaram. Sete jogadores, escolhidos alea­­toriamente, também foram chamados para dar depoimentos antes de poderem ir para casa. Os outros jogadores foram liberados em fila indiana.

Interatividade

Ao noticiar o fechamento, o jornal A Gazeta do Povo (PR) está promovendo a enquete com a seguinte pergunta: “Você acredita que as casas de jogo de bingo deveriam ser legalizadas novamente no Brasil? Escreva para leitor@gazetadopovo.com.br. As cartas selecionadas serão publicadas na Coluna do Leitor.

 

Projeto tenta legalizar casas de jogo
Os bingos voltaram ao noticiário no Brasil em setembro do ano passado, quando um projeto que autoriza a volta das casas de jogo foi colocado em votação na Câmara dos Deputados. A Comissão de Constituição e Justiça aprovou a proposta do deputado Régis de Oliveira (PSC-SP). O projeto agora deve entrar na agenda de votação do plenário.
No texto do projeto aprovado pelo CCJ, os bingos devem ficar a uma distância mínima de 500 metros de escolas e templos religiosos. O texto prevê também a criação de um cadastro nacional de ludopatas (pessoas viciadas em jogos).
Embora tenha sido aprovado na CCJ, o projeto encontra resistência na própria Câmara. O deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) afirma que “o argumento de que a legalização geraria 320 mil empregos não pode ser usado para legalizar uma prática tão nociva à sociedade brasileira”. Segundo ele, o tráfico de drogas também oferece “vagas”, mas nem por isso alguém pensa em legalizá-lo.
Desde 2004, os jogos de bingos e as máquinas caça-níqueis estão proibidos no Brasil. No Paraná, a medida foi implantada um ano antes, quando Roberto Requião assumiu o governo do estado.

 

Clique aqui e leia a íntegra da reportagem.

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Magnho José - 26/1/2010


Receita marítima

A temporada de cruzeiros 2009/2010 deve render R$ 34 milhões em receita para Búzios. Os cálculos são da Brasilcruise, associação dos terminais de cruzeiros marítimos, e da associação comercial da cidade fluminense. Consideram um movimento de 430 mil passageiros, em 206 escalas de navios no período.

Sexta-feira gorda
Só na sexta-feira passada, oito mil passageiros de cruzeiros passaram pela cidade. E podem ter gerado R$ 1,15 milhão ao balneário.

A estimativa considera um gasto de R$ 144 por visitante, conforme dados do Ministério do Turismo. (Negócios & Cia – Flávia Oliveira – O Globo)


Comento

O Brasil é mesmo o país do ‘faz de conta’ e da hipocrisia. O mesmo jornal O Globo, que no dia anterior se manifesta através de editorial contrário a legalização dos jogos de azar, é o mesmo que no dia seguinte, na editoria de Economia, comemora a receita da temporada de cruzeiros para o município de Búzios.

Só para lembrar...estes cruzeiros que flutuam em nossa costa marítima e que são equipados com cassinos flutuantes, recebem apostas de brasileiros.  

É mais ou menos assim: no mar pode, mas em terra é proibido...   

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Magnho José - 25/1/2010


Excelente editorial sobre a legalização

 

O Jornal Agora da cidade de Rio Grande no Rio Grande do Sul, através de editorial,  publica um excelente texto sobre a legalização do jogo no Brasil. Confira:
 
A quem interessa o jogo ilegal?

Muito se tem usado o espaço dos órgãos de divulgação para falar sobre o jogo ilegal no Brasil, e o trabalho que é repassado aos órgãos policiais para a devida repressão, posto que, principalmente nos grandes centros, é comum a polícia sair por uma porta, com o material apreendido, enquanto os proprietários da casa reiniciam a "festa" com a colocação de novo material.
O jogo clandestino passa pela ausência de pagamento de impostos, de registros das equipes de trabalho e de tantos outros custos e, justamente por ser clandestino, serve também para operar na área do tráfico de entorpecentes e outros. Por isso mesmo, interessa a muita gente que tira proveito da sua ilegalidade.
Defendemos a aprovação de lei para a liberação do jogo no país - o próprio governo já o faz - considerando que os governos federal, estaduais e municipais, poderiam garantir mais fontes de renda para investimentos em áreas sociais e que hoje não é aproveitada, passando todo o lucro para o bolso de alguns poucos que, sem interessar se essa atividade é legal ou não, continuam atuando e explorando jogadores que, se enganados, não podem, sequer, fazer registro de ocorrência, posto que também estão jogando ilegalmente.

 

Clique aqui e confira no site do jornal Agora a íntegra do Editorial

 

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Magnho José - 25/1/2010


Editorial do O Globo aborda legalização do jogo


A edição desta segunda-feira(25) do jornal ‘O Globo’ aborda, através de editorial, a legalização do jogo no Brasil sob o título Nossa Opinião: 'Fim das ilusões'.

 

O jornal carioca expressa sua opinião contrária a legalização por entender que existe a possibilidade de infiltração do crime na atividade e que o Estado brasileiro dá demonstrações de não ter como fiscalizar uma atividade sem qualquer semelhança com o jogo da década de 40 do século passado. Ainda segundo o jornal, “ele [o jogo] passou a ser parte do diversificado negócio do crime organizado, com ramificações externas”.

Positivo
Vejo dois aspectos positivos ao editorial do O Globo. O primeiro é que o jornal elenca os motivos da sua contrariedade e a abertura de espaço para outra opinião, no caso do historiador Ney Carvalho (texto abaixo). O segundo é que nos últimos anos, esta foi a primeira vez que o jornal admitiu argumentos positivos à legalização do jogo no Brasil, quando cita que “são vários os argumentos a favor da legalização do jogo em geral — emprego, recolhimento de impostos etc”.

Comento
Pela opinião expressada pelo editorial, parece que O Globo deseja manter o jogo na ilegalidade. A pergunta é: em benefício de quem?
Nelson Rodrigues dizia que nós brasileiros temos complexo de cachorro vira-lata. Os Estados Unidos de tradição puritana, legalizou e acolheu o jogo no seu sistema jurídico, porque percebeu que existindo demanda "alguém" vai prestar o serviço. Por que não se exige que os jogos sejam explorados por empresas de capital aberto, submetidas às regras de governança corporativa, por exemplo?
Interligação online dos equipamentos? E tantas outras medidas que a indústria tem proposto há anos? Porque partir da premissa "religiosa" de que o jogo é um mal e que o povo é bobo.

Cartas para redação
Creio que seria oportuno aumentar a discussão sobre o tema através do envio de manifestações através da editoria Cartas dos Leitores: cartas@oglobo.com.br. Lembrando que o email deve conter nome completo, endereço e telefone para contato.

 

 

Outra Opinião: Erro histórico
Ney Carvalho*

O Brasil está prestes a deixar seu isolamento lúdico. Só não existe jogo em Cuba, Bolívia, Guiana e países islâmicos radicais.
A regulamentação dos bingos nos livrará dessa insensatez.
Entretanto, há ciladas que visam a manter o negócio como fundo de quintal. Os artigos 23, 24 e 25 do projeto 270/2003 evitarão o ingresso de investidores de porte, ao requererem baixo nível de capitalização, prazo curto de maturação do investimento e apenas três sucursais por empresa. Permanecendo a redação vamos seguir assistindo à existência de “laranjas”.
Com a prerrogativa de editar decretos-lei, o presidente Dutra assinou, em 1946, o de nº 9.215, proibindo “a prática ou exploração de jogos de azar em todo o território nacional”. É lugar comum que acedeu aos desígnios de sua mulher, ligada à fé católica, que pretendia eliminar o jogo do país.
As considerações do decreto-lei são inverdades. Alegam que “a repressão aos jogos de azar é imperativo da consciência universal”.
Mais, que “a legislação penal dos povos cultos contém preceitos tendentes a esse fim”. E, ainda, que nossa tradição moral, jurídica e religiosa era contrária à exploração do jogo. Pressupostos mentirosos.
Em O GLOBO de 18 de junho de 2008, Roberto da Matta criticou a medida: “Num instante, o puritano decreto jogou na sarjeta milhares de trabalhadores.” Além de outros comentários, revelou a morte por ataque cardíaco de um vizinho, porteiro do Cassino de Icaraí.
A exploração do jogo implantou complexos turísticos que se viram, subitamente, sem receita. Entraram em decadência estâncias de veraneio e hidrominerais. A indústria de entretenimento era acompanhada pelo fisco. Não havia “lavagem de dinheiro” ou corrupção de polícia.
O jogo não deixaria de existir, porque é impulso humano. Com o decreto-lei passaria a ser negócio de contraventores.
A proibição e exclusão do empreendedorismo foram erros históricos, que perduram há 60 anos. A discussão sobre jogo não se deve situar no plano plebiscitário, do sim ou não. Mas no de que qualidade e empresários queremos para o jogo. Esses os dilemas cruciais a serem enfrentados.


(*) Ney Carvalho é historiador e escreveu o artigo acima em 'Outra Opinião no jornal O Globo desta segunda-feira (25.01.10) O escritor enviou o texto por e-mail para a redação do BNL.

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